March 23, 2006

Meninos condenados à morte

Meninos condenados à morte


A veiculação do documentário “Falcão—meninos do tráfico”, no último domingo, no decorrer do programa Fantástico da rede Globo, trouxe ao colo de milhões de famílias a tragédia de nossos meninos e meninas condenadas ao crime e à morte. A tragédia é por demais conhecida, mas contada pelos próprios “condenados” demonstra a quem duvidava que “os monstros” demonizados pela crônica policial são crianças e adolescentes triturados pela miséria e transformados por ela em peças frágeis e descartáveis do crime.

O documentário deve ter provocado, sobretudo aos milhões que não têm contato, com a periferia e os morros das cidades, um mal-estar, um incômodo. Muitos devem ter criticado a emissora, por terem lhes “estragado a noite de domingo”.

“Falcão”, foi produzido pelo núcleo de audiovisual da Central Única das Favelas e realizado pelo rapper MV Bill e pelo produtor cultural de Hip hop Celso Atayde, ambos com vivência nas favelas. Atayde deu entrevista afirmando que documentário alerta para o fato de que “caos já chegou” e MV Bill, por sua vez, diz que a tragédia ter quer ser enfrentada com educação, cultura, oportunidade e igualdade.

De fato, o capitalismo contemporâneo ameaça o Planeta com “o caos”— ou barbárie na conceituação da ciência política— e não é exagero afirmar de que ele já chegou para parcelas da humanidade. O capitalismo, com seus paradoxos, tanto constrói riqueza quanto a concentra, esbanja avanços técnico-científicos ao mesmo tempo em que exclui os trabalhadores do processo produtivo. Espalha a miséria, pisoteia a soberania dos povos, fere a paz mundial, invade países com suas velhas guerras de ocupação e pilhagem. Destrói de modo cruel milhões seres humanos, sobretudo os filhos do povo, e fere, irracionalmente, a natureza.

Os falcões de que fala o documentário são as sentinelas do tráfico. Em pontos estratégicos dos morros são os olhos e os ouvidos dos criminosos. Uns têm 12 outros têm 15 anos, mas o certo é que estarão todos mortos antes do 20. Esse caos, ou essa barbárie, como se queira, se espalha pelos continentes, inclusive no dito “Primeiro Mundo” onde, também, são cada vez maiores os bolsões urbanos de miséria e violência.

Tais iniqüidades fazem crescer em muitos países a consciência de que outro mundo é necessário “e possível”. Dessa maneira, no curso desse início do Século XXI vai se insurgindo uma nova luta pelo socialismo, um socialismo rejuvenescido e renovado, como alternativa a um sistema no qual suas próprias estatísticas proclamam que o crime é o quarto negócio mais volumoso e rentável.

Que para além da indignação, a tragédia de nossos meninos e meninas alcunhadas de “falcões”  (na verdade passarinhos abatidos no primeiro vôo) alargue o contingente daqueles que, agora e já, se engajam na luta social e política para construir e conquistar um Brasil socialista onde nosso povo tenha a vida digna que tanto merece.


Posted on 03/23/2006 11:29 AM Comments (0)

March 21, 2006

Aquilo que a ética pode ser

FERNANDO BONASSI

Aquilo que a ética pode ser

Há muitos pensando que ética é um mito caquético, escrito em grego arcaico e cuja obscura imanência nunca se tivesse traduzido em transparência para acabar com a indecência exemplar da permanência milenar de nosso atraso. O caso é que os kantianos encantados podem especular e se enrolar com seus conceitos platônicos e pensamentos românticos, mas ética é coisa em si e por si só deve ser idealizada.
A ética herdada pode ser trágica ou patética, mas não é uma comédia que se encena para arquibancadas. É peripatética, mas não fica divagando em círculos. Ela justamente pede que se dêem as mãos onde a carência de sentido de direção, ou malandragem de ocasião, quer o pulso, o braço e o coração.
Claro que às vezes a ética é ridícula, mais parecendo um negócio de circo, feito entre palhaços sem graça que agem pela desgraça do picadeiro para receberem dinheiro de seguro contra incêndio...
Há uma ética para bandidos, que é tática, e outra para mocinhos, que é estratégica. A ética autoritária de certos oficiais graduados pode ser um péssimo exemplo para os soldados subordinados, derrubando aviões lotados com ilusões de estrelas em céus de brigadeiro.
A ética deveria entender por inteiro as devastadoras conseqüências das ausências dos seus atos, mas o fato é que ética tornou-se hierárquica sem que a mais reles moral o fosse.
Ética não se pendura no pescoço, como uma medalha reluzente. A ética está por dentro e costuma mancar justamente onde é mais chamada a estar presente.
A ética pode ser ideológica, mas a ideologia não é ética necessariamente, o que deixa uns vermelhos descontentes e de sorrisos amarelos com as próprias aventuras nas legislaturas partidárias.
A ética pode ser patriótica, mas há circunstâncias históricas em que a ética se transforma, ou transtorna, em política teórica. Porque na prática a ética é mesmo um fenômeno esquisito, que coexiste nos cidadãos de respeito e entre suspeitos que adquiriram cargos públicos, poderes lúdicos e imunidades únicas para atividades de privada. Assim a ética pode ser falada, fonética ou retórica, emitida apenas da boca para fora e a ética pode ser titica, já que alguns a mantêm naquele lugar...
A ética é uma decisão protocolar. A indefinição elementar da ética pode ser uma dúvida, jamais uma dívida, favor ou conveniência.
A leveza da ética não pesa na consciência.
Aliás, até os assassinos amorais e abutres mais selvagens têm as suas ordens especiais ao se aproximarem das vítimas para explorar suas carniças. Deuses, diabos, duendes e profetas, mesmo coisas que não existem têm lá uma certa ética na sua estética proselitista de desconforto espiritual.
A ética não é uma maquiagem superficial, não é protética nem dietética, ainda que certos comensais engordem demais ao se livrarem dela em seus excessos gastronômicos, econômicos ou puramente megalômanos.
Acontece que os valores estão mais para bolsas de apostas e bolso dos contraventores do que para a previdência dos investidores em carteira...
A ética de um diplomata pode estar guardada na sua mala intocada ou ser regada a uísque barato, comprado com descontos camaradas nas tendas e temporadas de empresários contrabandistas.
A ética profissional deve ser fria e calculista, podendo ser médica ao se tornar crítica a doença da elite cleptomaníaca. É essa moléstia que faz da ética um negócio falido para a prosperidade dos masoquistas de fachada e um negócio fechado para os inquéritos acertados entre advogados criminalistas e juristas arrivistas. Porque embora a ética não se veja, não quer dizer que seja cega e surda como a justiça muda que deixa a gente louca com os direitos que não tem.
Não se iludam leitores desta edição: a ética pode ser um papel passado em cartório ou usado no mictório da redação. É que a ética de um jornal estaria no editorial, mas freqüentemente se confunde mal com a propaganda de anúncios espetaculares.
A ética deve é se sentar nos bancos escolares e não mudar de posição, sejam físicos, materiais ou sexuais os desejos dos alunos e alunas sujeitos à questão. A ética é aritmética, pois onde subtrai da indiferença os vetores da divisão, o resultado é multiplicado pela soma dos fatores de satisfação.
A ética só existe na cabeça das pessoas, mas faz uns estourarem os miolos em desespero e põem outros afobados de sobreaviso, preocupados e tensos com o sigilo malcheiroso dos seus rabos e intestinos presos. A ética pode ser a negação da razão invocada pela violência dos que negaceiam e negociam melhor com a pior situação...
Falta de ética teria a ver com punição, mas são tantos maus juízos e petições pelas instâncias que ninguém conhece a desimportância que merece ou, quando alguém percebe, é tão pouco que se esquece, pois sequer dá pra matar a sede de vingança cuja má memória não é de hoje.
Aliás, o que a maioria recebe é mesmo uma ironia perto do prejuízo tão grande que uma minoria tão pequena causa às causas do desenvolvimento...
Em tempo: ética que precisa de conselho não se dá de graça; é vagabunda.


Posted on 03/21/2006 11:33 AM Comments (0)

March 16, 2006

Encontraram a agenda perdida do governo FHC...

Encontraram a agenda perdida do governo  FHC...
Que plataforma!


ELEIÇÕES 2006

*Agenda de Alckmin prevê retomada da ALCA e privatizações *

Candidato tucano já discute linhas gerais de seu programa de governo com
um grupo apelidado de "República dos Bandeirantes". Entre as propostas
estão a retomada das privatizações, o fim do Ministério de
Desenvolvimento Agrário e defesa da Área de Livre Comércio das Américas
(Alca).

Marco Aurélio Weissheimer - Carta Maior

Ao ser anunciado como candidato do PSDB à presidência da República, o
governador de São Paulo anunciou alguns princípios gerais de seu
programa de governo. Entre eles, os da eficiência e do combate ao
desperdício na esfera do Estado. Alckmin já vem discutindo há algum
tempo a aplicação concreta destes princípios com um grupo de
especialistas reunidos por ele e que já recebeu o apelido de "República
dos Bandeirantes". Uma das principais idéias que orienta o grupo é
"choque de gestão".

Reforma trabalhista radical, com corte de encargos e direitos;
privatização de todos os bancos estaduais; fusão dos ministérios da
Agricultura e do Desenvolvimento Agrário; adoção da política do déficit
nominal zero; redução de despesas constitucionalmente obrigatórias em
áreas como saúde e educação; menor peso ao Mercosul e retomada das
negociações da Área de Livre Comércio das Américas (Alca): essas são
algumas das idéias defendidas pelo grupo que vem se reunindo com
Alckmin, com o objetivo de desenhar o esboço de um eventual programa de
governo.

Em matéria publicada em 9 de janeiro deste ano, o jornal "Valor
Econômico" anunciou: "Alckmin toma aulas para campanha". Segundo a
matéria, o ex-presidente do BNDES e ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de
Barros já se destaca como provável homem forte da "República dos
Bandeirantes".

Já participaram de reuniões da "República dos Bandeirantes", entre
outros: Luiz Carlos Mendonça de Barros (ex-ministro das Comunicações de
FHC), Armínio Fraga (ex-presidente do Banco Central), Paulo Renato de
Souza (ex-ministro da Educação de FHC), Roberto Giannetti da Fonseca
(empresário, ex-secretário executivo da Câmara de Comércio Exterior),
Sérgio Amaral (ex-ministro do Desenvolvimento e ex-porta-voz da
Presidência da República durante o governo FHC), Xico Graziano
(ex-presidente do Incra e ex-secretário da Agricultura de São Paulo),
Arnaldo Madeira (ex-líder de FHC na Câmara e atual secretário da Casa
Civil de SP), Raul Velloso (especialista em contas públicas) e José
Pastore (sociólogo, especialista em relações do trabalho). As "aulas"
deste grupo a Alckmin têm um objetivo claro: "o governador está em
processo de entendimento dos problemas nacionais", disse Mendonça de
Barros ao "Valor".

DÉFICIT NOMINAL ZERO

Repercutindo o mesmo tema, a "Folha de São Paulo" publicou em 10 de
janeiro: "Alckmin já prepara plano econômico". A matéria também fala das
reuniões da "República dos Bandeirantes", destacando conversas de
Alckmin com Armínio Fraga e o economista Yoshiaki Nakano, da Fundação
Getúlio Vargas (FGV). Segundo a Folha, "Alckmin pretende utilizar na
campanha as lições que tem recebido". "Ele tem defendido, por exemplo, a
idéia de déficit nominal zero, uma proposta antiga de Yoshiaki Nakano,
um dos seus interlocutores mais freqüentes", acrescenta. Segundo essa
proposta, o governo teria que ter receitas para pagar todas as suas
despesas, incluindo aí os gastos com juros da dívida pública. Como não
há espaço para aumento da carga tributária, a proposta prevê o corte de
despesas pelo governo e o aumento do limite de desvinculação de receitas
da União.

Além de procurar "entender os problemas nacionais", Alckmin também teria
como objetivo, através das reuniões, demarcar aquela que seria uma de
suas principais diferenças em relação ao prefeito de São Paulo, José
Serra, outro líder tucano que postulava a candidatura à presidência da
República. Serra seria centralizador e Alckmin um gestor moderno que
governaria com especialistas. Com o fim dessa disputa, Alckmin dedica-se
agora ao detalhamento de sua agenda para o Basil.

As idéias dos especialistas ouvidos por Alckmin dão uma idéia dessa
agenda que está em construção. Roberto Giannetti da Fonseca, por
exemplo, segundo a reportagem do "Valor Econômico", é "pouco simpático
ao Mercosul no formato atual, cobra evolução mais rápida dos acordos
comerciais com a Alca e as negociações com a União Européia". Já o
sociólogo José Pastore "propõe uma reforma trabalhista radical, com
corte de encargos e direitos". Além disso, é um crítico da
obrigatoriedade do abono de férias e o pagamento do Fundo de Garantia
por Tempo de Serviço (FGTS) no formato atual. O deputado Xico Graziano,
por sua vez, defende a fusão dos Ministérios da Agricultura e do
Desenvolvimento Agrário e a criação de uma agência reguladora voltada
exclusivamente para o agronegócio. E Raul Velloso propõe a redução de
despesas constitucionalmente obrigatórias em áreas como saúde e educação.

CHOQUE DE GESTÃO E PRIVATIZAÇÕES

Apontado como "homem forte" do grupo, Luiz Carlos Mendonça de Barros
defende uma redução mais rápida da taxa de juros para conter a
valorização do real. Considerado um dos principais representantes da ala
desenvolvimentista do governo FHC – que acabou derrotada pela ala do
ex-ministro Pedro Malan – Mendonça de Barros não propõe mudanças
profundas em relação ao modelo atual. Se, por um lado, é crítico da
política de juros praticada hoje pelo Banco Central, por outro, ficou ao
lado do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, na recente polêmica com a
ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, crítica da tese do déficit
nominal zero e defensora do aumento de investimentos nas áreas social e
de infra-estrutura. Definida a candidatura Alckmin, um dos carros-chefe
de seu programa deve ser o discurso do "choque de gestão" a ser aplicado
no Estado brasileiro, proposta que representa uma variação das teses do
estado mínimo.

Outra proposta da agenda tucana para o país que caminha nesta direção
diz respeito às privatizações. Em entrevista concedida ao jornal "O
Globo" (15 de janeiro de 2006), ao ser indagado se pretendia retomar a
política de privatizações implementada pelo governo FHC, Alckmin
respondeu positivamente e citou os bancos estaduais entre suas
prioridades. "A maioria já foi privatizada, mas deveriam ser todos. Tem
muita coisa que se pode avançar. Susep, sistema de seguros, tem muita
coisa que se pode privatizar", respondeu. Perguntado se os Correios
estariam nesta lista de empresas privatizáveis, o governador paulista
foi mais cauteloso, mas não descartou a possibilidade. "Correios acho
que teria que amadurecer um pouco. Tem muita coisa que não precisa
privatizar", afirmou sem especificar quais. E, além das privatizações,
acrescentou que pretende valorizar as parcerias público-privadas em um
eventual governo tucano.

POLÍTICA EXTERNA: PRIORIDADE PARA A ALCA

Mas uma das principais diferenças em relação ao governo Lula aparece
mesmo é no plano da política externa, onde os tucanos criticam a
proximidade com o governo de Hugo Chávez, da Venezuela, e defendem a
retomada das negociações da Alca com os EUA. Após a palestra realizada
pelo presidente George W. Bush, durante sua visita a Brasília, no início
de novembro, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM) elogiou a
fala do líder norte-americano, destacando a questão da Alca.

Na avaliação do senador tucano, essa aliança comercial é de interesse do
Brasil e "deve ser buscada e perseguida e não suportada ou adiada". Para
Virgílio, a Alca surgirá com ou sem o Brasil. "Sem o Brasil, fará a
alegria do México", comentou, defendendo que a prioridade da política
externa brasileira deveria fazer um pacto político com os EUA em troca
de vantagens comerciais claras, incluindo aí a queda de barreiras
alfandegárias.

Em relação ao governo Chávez, a posição tucana ficou muito clara nas
palavras de Virgílio. Para ele, Chávez só se sustenta na Venezuela
"graças às milícias que procuram intimidar as oposições e ao alto preço
do petróleo". A simpatia do PSDB em relação à Alca manifesta-se também
através de outras iniciativas. Em 2003, o governador de Minas Gerais,
Aécio Neves, encaminhou correspondência ao presidente Lula apresentando
a candidatura de Belo Horizonte para abrigar a sede permanente da
secretaria geral da Alca.

Na carta, Aécio defendeu, entre outras coisas, que o Brasil deveria
incluir, na sua pauta de negociação sobre a criação da área de livre
comércio hemisférica a proposta de trazer para cá a sede da organização.
"A questão da cidade-sede da área de livre comércio torna-se
particularmente estratégica. São evidentes os ganhos oriundos de abrigar
a Alca não apenas para Minas Gerais, mas para todo o Brasil", escreveu o
governador mineiro. Essas são algumas das idéias e prioridades que estão
sendo alimentadas no ninho tucano para disputar o voto dos brasileiros
este ano.

Posted on 03/16/2006 6:34 AM Comments (0)

March 3, 2006

Ética Tucana.... EXISTE??????

Ética de tucano é um mico (ecl)ético

O PSDB já ajuizou sete ações contra Lula na Justiça Eleitoral. Acusa-o de uso da máquina pública em benefício eleitoral. Pois não é que em São Paulo o tucanato pratica precisamente aquilo que condena em Brasília!

Nesta quinta-feira, a Faculdade de Tecnologia (Fatec), vinculada ao governo paulista,  pagou o aluguel de três ônibus para transportar 150 pessoas até um evento que tinha como estrela o governador Geraldo Alckmin e como pano de fundo o cenário eleitoral.

Presidenciável do PSDB, Alckmin inaugurou uma unidade da Fatec na Zona Sul de São Paulo. Os felizardos que desfrutaram do transporte pago com verba pública entoaram diante do palanque em que se encontrava o governador um coro sugestivo: “Alckmin presidente”.

O pecado em que se viu envolvido o governador não é original. Em 13 de fevereiro, conforme noticiado aqui, José Serra, o outro tucano com pretensões presidenciais, já havia protagonizado uma pantomima semelhante.

Como se vê, a ética tucana é uma espécie de mico eclético. Do mesmo modo que não consegue enxergar honestidade de propósitos em Lula, o grão-tucanato é incapaz de demonstrar a sua própria correção.

Escrito por Josias de Souza às 02h22


Posted on 03/03/2006 6:55 AM Comments (0)
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