O Exercício da Democracia versus O Trabalho Coletivo
Quando se propõe o trabalho exercido na coletividade e nasce um grupo, o maior desafio colocado ao mesmo é a democracia. Esta, a qual muitos defendem com fervor, em discursos exaltados e panfletos agressivos, muitas vezes, ficam apenas nas palavras. E como "as palavras são faladas ao vento e as obras ao coração", todo palanque criado cai no discrédito.
A existência do grupo ainda tem outra premissa: a sinceridade, mas esta, quando colocada na prática, percebe-se que é ampla, passível de facetas e, principalmente limites. Dificilmente se é sincero quando o ônus da sinceridade lhe fere interesses. E utilizando uma fita métrica que varia de pessoa para pessoa, se mede o quanto vale ser sincero. E infelizmente anda valendo poucos centímetros.
Voltando à democracia, mas não se esquecendo da sinceridade-refém, percebe-se que a democracia e o exercício da mesma se torna igualmente refém. E numa círculo vicioso de "síndrome de estocolmo" ora se questiona se é válido a vontade da minoria ou da maioria. E o fiel da balança é o interesse.
A responsabilidade é algo que não caminha nem perto. A confiança é algo que morreu no primeiro suspiro. E a "minoria", que se acha coberta de razão, não respeita o desejo da "maioria" e apela para o denuncismo barato. Porque ela não tolera a sinceridade a qualquer a custo. Apenas considera que seus interesses foram traídos. E lá se foi o discurso da democracia. Em tempo: isso ocorre desde o grupinho de amigos no Jardim de Infância ao mais estruturado governo.
Escrito por minha amiga do PT Najla
Posted on 07/19/2005 1:01 PM
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