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coreorearabelazapatileoreora!
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carai.. q texto imenso..sono demais pra ler.. mas o suficiente pra deixar um beijo!
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me explica o q eh esse comment do braga? sera q eu to com to sono demais, ou ele q eh maluco mesmo? ahauhaihaihauihai
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Política à brasileiraSeu País
Política à brasileirapor Leandro Fortes Velhos hábitos afloram na disputa pela presidência da Câmara Eleito presidente da Câmara, em segundo turno, na quinta-feira 1º, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) manteve a tradição retórica da ocasião ao cumprimentar os adversários Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e Gustavo Fruet (PSDB-PR) e conclamar todos ao trabalho duro e democrático. Também usou o rápido discurso de vencedor para enveredar-se por um paradoxo típico do jeito de fazer política no Brasil. Ao agrado da platéia, disse que iria trabalhar “para recuperar a autoridade” da Casa. Pouco antes da votação, falava em “não assistir passivamente aos ataques injustos à instituição e a um parlamentar”. Entronizado, capitulou, finalmente, à tese de que nunca houve Legislatura pior do que a encerrada naquele dia. No Senado Federal, Renan Calheiros, ex-ministro de Fernando Henrique Cardoso e ex-líder de Fernando Collor na Câmara, foi reeleito presidente com o apoio do PT e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também posou de escaldado pela onda de escândalos da Legislatura passada. Por isso, garantiram os correligionários, optou por uma campanha discreta, sem outdoors ou banners, livre de ostentações materiais. Assim como Chinaglia, agregou para si um tipo de hipocrisia comum aos parlamentares brasileiros. Uma reação, no dizer do escritor americano Norman Mailer, “cheia de indignação moral e, também, de vacuidade moral”. A Câmara que Chinaglia vai comandar ainda é o mesmo vespeiro político que promovia “trens da alegria” durante a ditadura militar, “anões do Orçamento”, no início dos anos 1990 e, na era FHC, serviu de balcão de compra de votos para a reeleição. Sem falar nos sanguessugas do último mandato. O mesmo vale para o Senado, novamente presidido por Renan. Em alguns casos, escândalos e protagonistas ainda são os mesmos. O fato de os eleitos se alinharem, de imediato, a uma tese difundida em uníssono pela oposição e por articulistas dos grandes jornais revela um bocado sobre a cultura política tupiniquim. Embora a eleição no Senado tenha sido relativamente acirrada, foi na Câmara que o jeitinho brasileiro de fazer política se fez mais presente. Até o surgimento da candidatura de Gustavo Fruet, os deputados Arlindo Chinaglia e Aldo Rebelo disputavam, na prática, quem seria mais leal ao presidente Lula. Ninguém falava em “recuperar a autoridade” da Casa. Mas, apesar de advertidos pelos pares, pela imprensa e, provavelmente, pelos motoristas e ascensoristas do Congresso Nacional, a dupla insistiu na divisão da base governista, exatamente como fez o PT, em 2005. Na época, os petistas Luiz Eduardo Greenhalgh (SP) e Virgílio Guimarães (MG) ensaiaram uma sinistra disputa palaciana, enquanto, no baixo clero, um típico vilão do Brasil profundo, Severino Cavalcante, aproveitava a contenda para usurpar o trono petista. Nesse esboço de ópera-bufa, Aldo era o preferido do presidente Lula porque se manteve fiel ao governo mesmo quando, ministro das Relações Institucionais, era fustigado noite e dia pelo então chefe da Casa Civil, o deputado cassado José Dirceu. Que, inclusive, conta com Chinaglia, agora, para lutar por uma anistia política, a vir como proposta de iniciativa popular. Com a queda de Severino, em 2006, acusado de receber propinas de um concessionário de restaurantes da Câmara, Aldo impôs-se como o mocinho do momento. Disputou, voto a voto, contra Thomaz Nonô, do PFL de Alagoas, o direito de comandar a Casa. A imagem do comunista de 50 anos e cinco mandatos à espera da contagem dos votos, com os músculos do rosto contraídos, mas sem sinais de emoção, virou uma marca dessa transição.
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